Falecimento de Sergio Mendes, ícone da bossa nova, aos 83 anos em Los Angeles
7 setembro 2024 19 Comentários vanderlice alves

Falecimento de Sergio Mendes, ícone da bossa nova, aos 83 anos em Los Angeles

Morre Sergio Mendes, lenda da bossa nova, aos 83 anos

No dia 6 de setembro de 2024, a música brasileira perdeu uma de suas maiores lendas: Sergio Mendes. O músico, que teve um papel fundamental na disseminação da bossa nova e do samba internacionalmente, faleceu aos 83 anos em Los Angeles, cidade onde residia desde os anos 60. A notícia foi recebida com grande pesar tanto no Brasil quanto fora dele, dada a importância de Mendes na promoção da cultura brasileira.

Nascido em Niterói, Rio de Janeiro, em 11 de setembro de 1941, Sergio Mendes começou sua carreira de forma promissora no lendário Beco das Garrafas, epicentro da efervescente cena musical brasileira da época. Ali, o jovem talento teve a oportunidade de conviver e se apresentar ao lado de ícones como Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Baden Powell. Foi nesse ambiente que Mendes ouviu pela primeira vez a composição de Jorge Ben Jor, 'Mas que Nada', em 1963.

Três anos mais tarde, em 1966, Mendes lançou sua própria versão de 'Mas que Nada', que se tornaria um hit eterno, tocando corações e mentes em diversas partes do mundo. O impacto foi tão grande que a canção entrou para a lista das cinco melhores composições brasileiras da revista 'Rolling Stone'. Anos depois, em 2006, a música foi remisturada com o grupo americano Black Eyed Peas, reafirmando seu sucesso e introduzindo-a a novas gerações de ouvintes.

Carreira Internacional e Colaborações de Peso

Sergio Mendes era o músico brasileiro com maior sucesso nos Estados Unidos. Sua habilidade de mesclar ritmos brasileiros com influências internacionais rendeu-lhe colaborações invejáveis. Trabalhou ao lado de lendas do jazz como Herb Alpert e Cannonball Adderley, além de gigantes do pop americano, incluindo Stevie Wonder, Justin Timberlake e John Legend. Mendes também manteve colaborações estreitas com grandes nomes da música brasileira como João Donato e Hermeto Pascoal.

A carreira de Mendes, que se estendeu por mais de 60 anos, foi marcada por notáveis realizações. Lançou 35 álbuns, sendo agraciado com um Grammy pelo álbum 'Brasileiro' em 1992 e uma indicação ao Oscar pela faixa 'Real in Rio', composta para a animação 'Rio' em 2012. Além disso, conseguiu emplacar 14 músicas no Top 100 das paradas americanas, sendo quatro na década de 80 e dez nos anos 60.

Legado e Reconhecimento

Legado e Reconhecimento

O legado de Sergio Mendes como um dos maiores expoentes e divulgadores da música e cultura brasileira é amplamente reconhecido. Sua capacidade de inovar e de se conectar com diferentes gerações fez dele uma figura seminal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou suas condolências à família, amigos e fãs de Mendes, destacando seu papel crucial na valorização da música brasileira no cenário internacional.

Mendes deixou sua marca também ao adicionar toques brasileiros a composições dos Beatles, mostrando sua versatilidade e criatividade sem limites. Ele deixa sua esposa, Gracinha Leporace, e cinco filhos, além de uma legião de admiradores mundo afora que sentem profundamente sua partida.

Uma Vida de Contribuições Musicais

Além de seu sucesso comercial, Sergio Mendes sempre foi um artista dedicado à arte pura. Sua paixão pela música brasileira e sua habilidade para adaptá-la para públicos internacionais sem perder a autenticidade são inigualáveis. Através de suas melodias e harmonias, Mendes conseguiu levar um pedaço do Brasil para muitos cantos do mundo.

É inegável que Mendes transformou a percepção da música brasileira fora do país. Sua habilidade de criar sons novos e ao mesmo tempo manter a essência dos ritmos brasileiros ajudou a formar uma identidade sonora única para o Brasil no exterior.

Um Tributo à Vida e Obra de Sergio Mendes

Um Tributo à Vida e Obra de Sergio Mendes

O falecimento de Sergio Mendes marca o fim de uma era na música brasileira e mundial. No entanto, as suas contribuições permanecerão ecoando eternamente. Sua habilidade de combinar o tradicional com o moderno, o local com o global, fez com que sua música transcendesse fronteiras e se tornasse atemporal.

Enquanto os fãs e a indústria da música lamentam sua perda, seu legado glorioso continua a inspirar músicos e amantes da música de todas as gerações. De Niterói para o mundo, Sergio Mendes seguirá sendo lembrado como uma figura colossal, cujo impacto na música e na cultura é inestimável.

Comentários
Emili santos
Emili santos

Nem consigo acreditar que ele foi embora...
Escutei 'Mas que Nada' no carro hoje e comecei a chorar sem querer.
Essa música é o som da minha infância, da minha mãe dançando na cozinha, do sol da tarde entrando pela janela.
Sergio Mendes não era só um músico, era um abraço sonoro pra gente que cresceu com o Brasil no peito.
Ele levou nosso samba pro mundo e fez o mundo voltar olhando pra gente com carinho.
Hoje, quando ouço ele, sinto que o Brasil ainda está vivo, ainda dança, ainda canta.
Descanse em paz, mestre. O som nunca vai parar.

setembro 7, 2024 AT 23:50

Letícia Montessi
Letícia Montessi

É inegável que Sergio Mendes foi um gênio da arranjo, mas há uma hipocrisia coletiva aqui: muitos que o aplaudem hoje nunca ouviram 'Ouro Negro' ou 'Fotografia'-só conhecem 'Mas que Nada' por causa do Black Eyed Peas.
Isso é a cultura brasileira sendo reduzida a um meme sonoro.
Ele merece mais do que isso.
Seu trabalho com Hermeto Pascoal, com João Donato, com a Tamba Trio-isso é o verdadeiro legado.
Quem só conhece o hit de 2006 não entendeu nada.
E, sim, o grammy de 1992 foi mais importante que o Oscar de 'Rio'.
Por favor, vamos homenagear a obra, não só o hit de rádio.

setembro 8, 2024 AT 23:48

João Vitor de Carvalho Corrêa Sá Freire
João Vitor de Carvalho Corrêa Sá Freire

BRAZILIAN POWER!!! 🇧🇷🔥
Esse homem levou o samba pro topo do mundo e ainda assim, alguns aqui acham que 'é só um hit de 60'?!
Meu avô dançava samba no pé com ele na TV e eu cresci ouvindo 'Fotografia' antes de saber falar inglês!
Quem não sente isso no peito é porque nunca teve raízes!
Sergio não só representou o Brasil-ele O FEZ RESPEITADO!
Seu nome tá escrito em ouro no Hall da Fama da música mundial!
Não é só música, é orgulho nacional!
Se alguém disser que bossa nova é 'coisa de velho', manda ele ouvir 'Só Tinha Que Ser Com Você' e ver se ainda fala isso! 🎶💪

setembro 9, 2024 AT 00:47

Mayla Dabus
Mayla Dabus

eu nunca tinha ouvido falar dele direito até ontem mas depois que vi o video dele tocando com stevie wonder...
meu deus
isso aqui é arte pura
tipo quando vc descobre que o seu tio é um heroi e vc nao sabia
agora to ouvindo tudo que ele fez
tipo que nem quando descobri o tim maia
meu coração ta cheio
obrigado sergio

setembro 10, 2024 AT 04:13

Matheus Alves
Matheus Alves

O cara fez o que ninguém conseguiu: transformou o samba em algo que uma vó americana em Minnesota consegue dançar sem entender uma palavra... e ainda assim se emocionar.
Isso é magia.
Ele não traduziu o Brasil, ele o *transmitiu*.
Como um sinal de rádio que atravessa oceanos sem perder a frequência.
Quando ouço 'Mas que Nada' agora, não penso em hit de rádio-penso em abraços, em festas de domingo, em mãos que batem no peito.
Ele nos ensinou que alegria tem sotaque.
E esse sotaque era o nosso. 🎹❤️

setembro 10, 2024 AT 04:19

Paulo Ricardo
Paulo Ricardo

A análise superficial da mídia sobre a morte de Sergio Mendes é sintomática de uma cultura que só valoriza o que é consumível.
Ele foi um arquiteto sonoro, não um 'divulgador de hit'.
Seu trabalho com arranjos de cordas em 'Brasileiro' foi revolucionário-uma fusão entre a orquestração clássica e a percussão afro-brasileira que antecipou décadas o que hoje chamamos de 'world music'.
Seu uso de harmonias modais em 'Ouro Negro' é comparável ao de Coltrane.
Os elogios atuais são reativos, não reflexivos.
Ele foi um gênio silencioso, e a cultura popular só o reconheceu quando ele já estava no fim da vida.
Isso é triste.
Devíamos ter prestado atenção antes.

setembro 11, 2024 AT 06:12

Nicolly Pazinato
Nicolly Pazinato

Só quero dizer que minha filha de 8 anos pediu pra ouvir 'Mas que Nada' depois de ver o vídeo dele no YouTube.
Elas dançaram juntas no sofá.
Eu chorei.
Ele conseguiu fazer o que muitos artistas modernos não conseguem: conectar gerações.
Isso é raro.
Isso é eterno.
Grato, Sergio. Você fez o mundo mais leve.

setembro 13, 2024 AT 04:30

Juliana Andrade
Juliana Andrade

eu tenho 24 anos e nunca tinha ouvido o nome dele direito... mas quando vi o video dele com stevie wonder e john legend... meus olhos encheram
tipo, isso aqui é o que a música deveria ser
não é só som, é alma
agora to ouvindo tudo que ele fez
e quero que todos os meus amigos ouçam também
ele não morreu, ele só virou um eco que vai durar pra sempre 💛

setembro 13, 2024 AT 11:44

José R. Gonçalves Filho Gonçalves
José R. Gonçalves Filho Gonçalves

Sergio Mendes foi o primeiro artista brasileiro que me fez sentir que o mundo poderia entender o que eu sentia quando ouvia samba.
Ele não apelou para o exótico.
Ele não diluiu a essência.
Ele elevou.
Com elegância, com precisão, com alegria.
Ele mostrou que a cultura brasileira não precisa de permissão para ser universal.
Ele a tornou universal sem pedir nada em troca.
Isso é o que um verdadeiro embaixador faz.
Não é só música. É dignidade.

setembro 15, 2024 AT 00:01

antonio da silva
antonio da silva

Ah, então agora todo mundo é fã de Sergio Mendes?
Enquanto eu cresci ouvindo 'Fotografia' na rádio da vó, vocês estavam ouvindo Taylor Swift e achando que 'bossa nova' era um tipo de sushi.
Parabéns, agora que ele morreu, viraram especialistas.
Seu legado não precisa de likes.
Ele já fez o que tinha que fazer.
Enquanto vocês estavam no TikTok, ele estava no estúdio com Hermeto Pascoal.
Respeito, não nostalgia.

setembro 15, 2024 AT 15:47

Geovania Andrade
Geovania Andrade

Acho que o maior mérito de Sergio Mendes foi manter a autenticidade brasileira mesmo em meio às pressões do mercado internacional.
Ele não adaptou a música para o Ocidente-ele ensinou o Ocidente a escutar o Brasil.
Isso exige coragem.
Isso exige identidade.
Ele poderia ter feito algo mais comercial, mais fácil.
Escolheu fazer algo mais profundo.
E por isso, sua música não é só ouvida-ela é sentida.
E isso é o que diferencia os artistas dos ícones.

setembro 17, 2024 AT 13:05

Jocelie Gutierrez
Jocelie Gutierrez

O fato de ele ter sido o primeiro brasileiro a ganhar um Grammy em 1992 e ainda assim ser ignorado por muitos críticos de arte 'sérios' é uma das maiores injustiças da música.
Ele não era um 'músico de festa'-era um compositor de complexidade rara.
Seu uso de contrapontos em 'Brasileiro' é mais sofisticado do que 90% do que passa por 'música erudita' hoje.
Os acadêmicos não o estudam porque ele era popular.
E isso é o que há de mais trágico: o elitismo cultural que rejeita o que é amado.
Ele merecia mais do que um obituário.
Merecia um capítulo inteiro nos livros de história da música.

setembro 18, 2024 AT 08:39

wellington pereira
wellington pereira

Opa, agora todo mundo é fã de bossa nova?
Quando eu postei o 'Mas que Nada' em 2018, ninguém me respondeu.
Agora que ele morreu, todo mundo tá no 'RIP Sergio Mendes'.
Se você não conhecia ele antes de ontem, não finge que era fã.
Ele não morreu por causa do TikTok.
Ele morreu por causa da vida.
E a vida dele foi muito mais que um meme.
Respeito, não fofoca.

setembro 19, 2024 AT 04:56

Leandro Monjardim
Leandro Monjardim

A genialidade de Sergio Mendes estava na sua capacidade de equilibrar o sofisticado com o popular sem ceder.
Ele usava acordes de jazz com a leveza do samba, e isso era revolucionário.
Quem diz que ele 'simplificou' a música brasileira não entendeu o que fez.
Ele a *universalizou* sem corromper.
Isso é arte.
Isso é raro.
Isso é imortal.
Ele não foi um 'sucesso comercial'-foi um mestre da fusão.
E ninguém fez isso com tanta graça.

setembro 20, 2024 AT 12:56

gabriel magnesio
gabriel magnesio

Sergio Mendes foi o primeiro cara que eu vi na TV fazendo música com um piano e um grupo de percussão e parecia que todo mundo estava dançando mesmo sem saber o passo.
Ele não precisava de coreografia.
Ele só precisava de ritmo.
Hoje, 90% dos artistas tentam ser 'viral'-ele só tentou ser verdadeiro.
E o mundo inteiro caiu de joelhos.
Isso é o que a música deveria ser.
Não um algoritmo.
Um coração.
Ele deixou o mundo mais alegre.
Por isso, ele não morreu.
Ele virou um ritmo.
🎶🥁💛

setembro 21, 2024 AT 11:07

Joseph Pidgeon
Joseph Pidgeon

Eu não sabia que ele trabalhou com Cannonball Adderley até ontem.
Isso me fez voltar e ouvir tudo de novo.
Ele não era só um 'músico brasileiro que deu certo no exterior'.
Ele era um ponte.
Entre culturas.
Entre gerações.
Entre o tradicional e o moderno.
Ele mostrou que a música não tem fronteiras-só tem alma.
E a dele era pura.
Se alguém quiser entender o que é a música brasileira, comece por ele.
E depois, vá mais fundo.
Ele abriu a porta.
É nossa vez de entrar.

setembro 22, 2024 AT 08:06

vinicius cechinel
vinicius cechinel

Será que alguém se lembra que ele foi acusado de 'vender a alma' nos anos 70 por fazer versões pop da bossa nova?
Os críticos da época o chamavam de 'traiçoeiro'.
Agora, ele é um herói.
Isso é o que acontece quando o tempo corrige os erros da crítica.
Ele não se importou com os elogios ou com as críticas.
Ele fez o que sentia.
E isso é o que importa.
Quem hoje o chama de 'gênio' não entendeu o preço que ele pagou por isso.
Ele foi odiado por ser popular.
Agora é adorado por ser popular.
Que ironia triste.

setembro 22, 2024 AT 22:01

Andressa Ferreira
Andressa Ferreira

A morte de Sergio Mendes constitui um evento de profunda significação cultural, haja vista que sua obra representa uma síntese transcultural da música brasileira com as tradições jazzísticas e pop ocidentais.
Sua contribuição à estética sonora global é inegável, e sua persistência em manter a autenticidade rítmica brasileira em contextos internacionais demonstra uma consciência artística de rara maturidade.
Os elogios contemporâneos, embora sinceros, revelam uma tardia apreciação que, em termos de reconhecimento institucional, foi sistematicamente negligenciada durante sua vida ativa.
Seu legado, portanto, não é apenas musical, mas epistemológico: ele desafiou os paradigmas hierárquicos da cultura.
Que sua memória seja honrada com estudo, e não apenas com lamentações.

setembro 23, 2024 AT 07:29

Jocelie Gutierrez
Jocelie Gutierrez

Você disse tudo, Letícia.
Ele foi chamado de 'vendido' por fazer 'Mas que Nada' com o Black Eyed Peas.
Como se o sucesso não pudesse ser legítimo.
Como se a popularidade anulasse a arte.
Ele não vendeu a alma.
Ele a espalhou.
E agora, milhões que nunca tinham ouvido samba estão ouvindo.
Isso não é traição.
É missão cumprida.

setembro 23, 2024 AT 16:26

Escreva um comentário