Vale Tudo: A trama do episódio desta quinta-feira
Quem acompanha o Vale Tudo já percebeu que a novela se recusa a seguir os roteiros mais óbvios do horário nobre. O remake da obra de 1988 está no ar desde 31 de março de 2025, batendo a marca de 24,3 pontos na estreia, e mantém o público fiel com capítulos diários que nunca economizam nos conflitos. O episódio de hoje, 4 de julho, promete deixar o telespectador grudado na tela por um motivo simples: o embate direto entre Raquel Accioli e Maria de Fátima vai atingir outro nível.
Para quem caiu de paraquedas: Raquel é aquela mãe que insiste em princípios e valores, enquanto a filha Maria de Fátima só tem olhos para o dinheiro – não importa o preço. Essa tensão não é só pano de fundo, ela é o motor da novela. Taís Araújo mostra toda a força de Raquel tentando segurar o que resta de moralidade dentro de casa, enquanto Bella Campos transforma Fátima em uma personagem que faz o público sentir raiva e até certo fascínio – afinal, quem nunca viu de perto o poder de uma ambição desmedida?
Hoje, a discussão vai além das brigas de costume. Maria de Fátima está prestes a tomar uma decisão que pode arruinar de vez sua ligação com a mãe. Raquel, por sua vez, chega ao limite do cansaço – ela sabe que perder essa batalha pode significar perder a filha para um mundo onde ética é só uma palavra bonita. O roteiro não esconde as consequências: cada escolha traz impactos que atravessam toda a família e começam a respingar nos personagens secundários.
Elenco, bastidores e relevância cultural
A força de Vale Tudo está no texto e no elenco, mas também na capacidade de discutir temas atuais sem didatismo. O remake desenvolvido por Manuela Dias, com base na criação original de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, coloca nomes como Débora Bloch, Cauã Reymond e Alexandre Nero para dar corpo ao universo de personagens marcantes. O elenco diverso aposta em cenas que abordam não apenas integridade e ganância, mas também representatividade LGBTQ+, mostrando como as batalhas éticas passam por múltiplos recortes sociais.
A audiência segue firme, mesmo com a nota pouco generosa de 5,3/10 no IMDb, porque o público brasileiro gosta de ver espelhos do cotidiano – e ninguém foge dos grandes dilemas do dia a dia melhor do que os personagens de Vale Tudo. O formato de 173 episódios garante espaço tanto para tramas principais quanto para núcleos paralelos, ampliando o debate sobre corrupção, família e o preço das escolhas rápidas. O episódio de hoje reforça isso, sem medo de expor feridas que atravessam gerações.
Ligar na TV Globo à noite virou rotina para quem quer mais do que apenas diversão. O poder de Vale Tudo está justamente em usar a ficção para arrancar perguntas incômodas, quase como um convite para cada um olhar para dentro de casa e se perguntar: até onde vai o meu próprio limite?
dhario luiz
Esse episódio foi um choque de realidade 😱 Raquel tá no limite, mas Fátima... meu Deus, ela tá tão boa em ser ruim que quase torço por ela. Quase. 🤭
julho 13, 2025 AT 15:59
Murilo Tinoco
O roteiro, em sua estrutura pós-moderna, opera como uma crítica dialética à moralidade burguesa: Raquel representa o idealismo falido, enquanto Fátima encarna a verdadeira lógica do capital. A cena do espelho? Um homenagem implícita a Lacan. 🎭
julho 14, 2025 AT 17:52
Caio Passos Newman
Você já parou pra pensar que tudo isso é planejado? A Globo tá usando a novela pra desmoralizar a família tradicional... e quem paga a conta? Nós. Eles sabem que se a gente se desgasta com essas brigas, a gente esquece de olhar pra corrupção de verdade. 🕵️♂️
julho 15, 2025 AT 10:04
Sidney Souza
PAREM DE JUSTIFICAR A AMBIÇÃO COMO SE FOSSE UMA VIRTUDE. Fátima não é complexa, ela é egoísta. E Raquel? Ela tá lutando pra não virar um espelho da sociedade que vende alma por likes. Não é drama, é resistência. Levanta a cabeça, povo.
julho 15, 2025 AT 11:33
Cleber Hollanda
Essa novela é uma piada. Todo mundo fala de ética mas ninguém faz nada. O elenco é bom mas o roteiro é repetitivo. Já vi isso na década de 90 e ainda tá rolando? Pq?
julho 15, 2025 AT 22:10
Vinicius Lorenz
A narrativa de Vale Tudo opera como um microcosmo da hipermodernidade brasileira: a fragmentação do núcleo familiar é mediada por uma economia simbólica da performance moral. Fátima não é má, ela é um produto de um sistema que premia a desumanização. 🌍
julho 16, 2025 AT 05:51
Bruno Figueiredo
A cena em que Raquel segura o cartão de crédito da filha e não fala nada... isso é mais poderoso que qualquer discurso. Silêncio como arma. Ainda me arrepio.
julho 17, 2025 AT 11:33
Leobertino Rodrigues Lima Fillho Lima Filho
Globo tá envenenando a mente da juventude com essa porcaria de novela. Nos EUA eles não fazem isso. Aqui é tudo teatro de esquerda. Vai ver o que o Bolsonaro diria disso? 🇧🇷🔥
julho 18, 2025 AT 14:13